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O espaço que vos trago é uma pérola escondida em plena capital. Chama-se Sommelier Lisbon, fica muito perto da icónica (e central) Avenida da Liberdade e é uma autêntica viagem aos sentidos. 
Os proprietários descrevem-no como uma "combinação de haute cuisine com a degustação de mais de 80 dos melhores vinhos a copo. Mais do que um restaurante, o Sommelier Lisbon é a casa perfeita para os verdadeiros Wine Lovers."
 
Mas é tão mais do que isso!



Sommelier Lisbon - Avenida da Liberdade

O espaço é bastante requintado, mas assim que metemos um pezinho lá dentro percebemos que nos sabe a casa. É amor servido à mesa e aquele abraço que não podemos dar em plena pandemia. Em cada prato, uma mistura de sabores, em cada copo de vinho, uma história imensa e um brilhozinho nos olhos de quem a conta. Aqui, há mil e um motivos para ficar, para comer, para beber e para voltar. 
Uma e outra vez.




Preparado para iniciar a viagem?

A carta é da autoria do chef
Gonçalo Bita Bota com o apoio do subchefe David Nascimento. Um diz que o que o move é criar memórias que envolvam a comida (num abraço e em amor), enquanto o outro diz que "tudo vale a pena, quando a alma não é pequena". E eu acho que são essas as palavras que descrevem esta fusão perfeita: alma, memórias, comida, abraço, amor. E os pratos - ó os pratos - refletem cada uma na perfeição!
 
São tipicamente portugueses, com o forte destaque ali para a zona do meu querido Alentejo (partilhamos, Gonçalo?) e preparados com os melhores ingredientes. Senhores e senhoras, meninos e meninas, acho que vocês não estão preparados para o que aí vem. É música, é arte, é saudade. Uma experiência completamente inesquecível que traz mais duas damas de ouro aqui: a Stéphanie, responsável pelo espaço maravilhoso do Sommelier Lisbon e a Susana, a sommelière. 
 



 A nossa viagem aos sentidos começa assim com um couvert composto por pães, manteiga de alho e ervas, azeite e maionese com chouriço. E vocês já sabem como eu sou perdida por pão alentejano com manteiga, não é verdade? Agora imaginem o resto. Isso mesmo, de abrir o apetite.
 
Seguiram-se as entradas, um ceviche de corvina (di-vi-nal) e uns croquetes pata negra (idem), que chegaram muito bem acompanhados com um Espumante Casas Altas Chardonnay, recomendando pela nossa Susana (o que vocês não sabem é que já nos tínhamos cruzado antes e não imaginam como os meus olhos brilharam e a minha face corou quando a Susana nos reconheceu - e também ao nosso projeto de coração. O amor tem destas coisas e nada acontece por acaso, não é verdade?)
 
Já nos tinham conquistado por completo, mas mal sabíamos que muito mais nos estava reservado. Os reis da noite foram então os próximos a entrar: o risotto carabineiro e os filetes de pregado, que caminharam de mãos dadas, sorrindo e acenando para mim. Os meus olhos foram os primeiros a comê-los e a contemplá-los como se não houvesse amanhã. Sabores que nunca esqueceremos e que, inclusive, já nos fizeram lá voltar - sim, porque vocês já sabem que o bom português a casa torna, não é verdade? Fizeram-se ainda acompanhar de um bom vinho branco Valle Pradinhos de Trás-os-Montes de 2019, porque lá no que toca aos vinhos, a Susana é rainha e, como tal, confiamos-lhe a nossa alma.
 






Que experiência inigualável e a repetir, uma centena de vezes! Já estávamos de coração muito cheio e só faltava terminar com aquilo que vejo logo mal me entregam a carta de um restaurante. Tem chocolate? Tem. Venha ele.

 E assim foi: o sericaia não podia faltar (homenagem à minha mãe, que é fã incondicional e à minha tia que o faz maravilhosamente bem e, claro, ao Gonçalo, porque o seu coração bate forte por ele) - e que maravilhoso era! - e também um chocolate. É tudo o que precisam de saber sobre esta maravilhosa sobremesa que promete derreter todo e qualquer amante de chocolate. Aterrámos assim desta viagem com um Moscatel Horácio Simões Roxo Superior 2005, que combinava a rigor com as delícias que vos apresentei.

Resta-me agradecer, de coração à querida Stéphanie, pela forma calorosa como nos recebeu e abraçá-la com muita força, neste momento especial e tão delicado para os restaurantes (e não só, claro).

Agora digam-me lá, pessoas bonitas, que emoções, sentimentos, nostalgias é que as fotografias acima vos transmitem? Porque a mim, há duas palavras que eu levo para a vida toda e que nesta experiência não são exceção:

Amor e saudade.

 
PS - Não se esqueçam que esta época, mais do que nunca, é de união. Apoiem os negócios locais, apoiem o que é nosso!
 
 
SOMMELIER LISBON
Morada: R. do Telhal 89-1, Lisboa

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1 comentário

  1. Gostei bastante do artigo, muito bom mesmo! Estou amando ler seus artigos e compartilhar com os amigos!


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